Soldados atrás
do muro.
Eles espreitam.
Silencio fundo.
Ouço passos
lentos de quem avança
com a calma feroz
de metralhadoras.
Soldados que não
me alcançam.
Também no muro
os espreito:
silencio mudo,
de medo.
Era um sonho,
e já não é.
Sinto falta de uma
mulher.
Silencio escuro.
E um soldado a me
olhar fundo,
no olho. Com a raiva
dos cães presos
a noite. Latido e medo.
Vejo um homem que
atravessa uma ponte
às pressas,em fuga.
O vejo longe e
sou eu. Fujo,
com a sombra de
quem traz
às costas assovio
de metralhadoras.

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