quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

sonho medo

Soldados atrás

do muro.

Eles espreitam.

Silencio fundo.

Ouço passos

lentos de quem avança

com a calma feroz

de metralhadoras.

Soldados que não

me alcançam.

Também no muro

os espreito:

silencio mudo,

de medo.

Era um sonho,

e já não é.

Sinto falta de uma

mulher.

Silencio escuro.

E um soldado a me

olhar fundo,

no olho. Com a raiva

dos cães presos

a noite. Latido e medo.

Vejo um homem que

atravessa uma ponte

às pressas,em fuga.

O vejo longe e

sou eu. Fujo,

com a sombra de

quem traz

às costas assovio

de metralhadoras.

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