domingo, 17 de janeiro de 2010

amnéstico

Como se o dia anterior

tivesse sido um sonho,

a realidade me parecia

um negligente fruto da

imaginação.

Espécie de inconsciência,

amnésia, transe, e coma.

Repetição de sensação de

descontrole. O indivíduo:

solidão, medo e vazio.


A culpa. O sono. A dor,

. : . .!

O álcool ainda exala

no corpo, por dentro,

limpando levemente os

restos dos vermes que

a consciência não

me deixa lembrar, e

que ontem passearam

a noite toda comigo.


A memória da cor da sala

tão vaga, dando toda a

densidade que eu buscava

pro sonho. Estava certo de

que era eu que decifrava

cada gesto, que inventava

cada fala naquele lugar.

Achava mesmo que era eu

que sonhava o mundo pra

aquelas pessoas viverem.


Não era. Era uma noite.

Uma Casa. Uma festa.

Dia comum. E cada um

só podia viver a sua vida.

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