Como se o dia anterior
tivesse sido um sonho,
a realidade me parecia
um negligente fruto da
imaginação.
Espécie de inconsciência,
amnésia, transe, e coma.
Repetição de sensação de
descontrole. O indivíduo:
solidão, medo e vazio.
A culpa. O sono. A dor,
. : . .!
O álcool ainda exala
no corpo, por dentro,
limpando levemente os
restos dos vermes que
a consciência não
me deixa lembrar, e
que ontem passearam
a noite toda comigo.
A memória da cor da sala
tão vaga, dando toda a
densidade que eu buscava
pro sonho. Estava certo de
que era eu que decifrava
cada gesto, que inventava
cada fala naquele lugar.
Achava mesmo que era eu
que sonhava o mundo pra
aquelas pessoas viverem.
Não era. Era uma noite.
Uma Casa. Uma festa.
Dia comum. E cada um
só podia viver a sua vida.

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