o rio de janeiro são milhares
de poetas desconhecidos
vagando sozinhos por lugares
são moleques empilhados
e milhares de gavetas vazias
nos cemitérios aguardando
por moleques e poetas solitários
são centenas de otários
malandros práticos com fardas
fuziz e granadas
ajustando as gravatas de magnatas
o rio de janeiro são milhares
de favelas muito além das novelas
são as lutas do povo negro
engenhos de guerra, quilombos
são novecentos mil manos
contra um exercito extra-terrestre
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário