quarta-feira, 20 de maio de 2015

arte irrelevante

não há relevância nenhuma
na arte que eu traço
não relevo críticas nem faço
gracejos com frases
a arte que eu caço é pretexto
geografia sensível
minha rima é o desprezo
é dispêndio de tempo
não tem valor de troca ou uso
é templo do desapego
tem poesia ruim, tela rasgada,
enquadre fora do prumo,
eixos de vesgos, cortes bruscos
conjugações erradas
vírgulas pontos entre parênteses
meus planos são obtusos
minha arte vai durar pra sempre

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