o que pra gente
é tanto, no prato,
na lagoa é pouco,
centavos.
mas de pouco em
pouco, assim como
frango enche o papo,
esvazia o lago.
cada gota, segundo
de torneira aberta
vaza pelo cano
o raloduto tucano.
nosso esforço diário,
o trem, a rua, o aço,
o braço humano,
esvae, escorre,
evapora.
a chuva não cai
em lugar qualquer
território sitiado
ela só cai quando
água e força há.
o povo não sai
quando quer,
só quando juntar
forças pra destruir
o que lhe subtrai.
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