queremos então, senhor patrão,
uma delegacia da arte
pra coagir qualquer estandarte,
definir nosso refrão.
uma polícia específica, artística,
que nos prenda, reprima,
obrigue e averigue se há rima,
se é de fato obra-prima.
violência! não viveremos de quase,
queremos ouvir de fato,
senhor patrão, o seu mais sincero
Não, maiúsculo, restritivo.
fabricaremos a arte, será filmada,
apanharemos cantando,
encenaremos o nada, retornaremos
àquela noite calada.
anunciaremos produtos e cartazes,
repetiremos apenas frases
que o senhor nos julgue capazes,
decoraremos os bares.
tranque o cadeado da sala do ensaio
que sempre foi a nossa cela
de agora em diante viveremos nela
cansamos desta jaula aberta.
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