domingo, 23 de outubro de 2011

a eles

à vos
revolucionários
da boa hora,
que ficaram
para trás.
apologetas
do falso
novo mundo,
o capitalismo.
vos, purulentos,
podres, fétidos,
ricos, acumuladores
da mentira fácil,
do dinheiro,
a vocês todos doentes,
exploradores, ladrões
do tempo livre,
carcereiros da mudança,
senhores.
possuidores de vidas,
vocês imundos,
nobres,
burgueses.

Um comentário:

  1. Sento dentro de mim
    O som que me cerca
    é o mesmo que
    tem meu corpo como casa

    Onde mora a
    música do mundo
    A caixa de som
    que é meu peito
    ecoa a vida
    e a morte
    Ressoa a possibilidade

    O infinito é o silêncio

    E o ruído, que é?
    Que grita o mito
    que eu não sei que é

    Que deita a mão
    sobre nossas cabeças
    consola e apavora
    guia e desvia
    faz ser.

    O que faz ser?
    Que faz ser
    Guia e desvia
    E faz ser.

    (Poema a quatro mãos; Nat/Allão)

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