à vos
revolucionários
da boa hora,
que ficaram
para trás.
apologetas
do falso
novo mundo,
o capitalismo.
vos, purulentos,
podres, fétidos,
ricos, acumuladores
da mentira fácil,
do dinheiro,
a vocês todos doentes,
exploradores, ladrões
do tempo livre,
carcereiros da mudança,
senhores.
possuidores de vidas,
vocês imundos,
nobres,
burgueses.
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Sento dentro de mim
ResponderExcluirO som que me cerca
é o mesmo que
tem meu corpo como casa
Onde mora a
música do mundo
A caixa de som
que é meu peito
ecoa a vida
e a morte
Ressoa a possibilidade
O infinito é o silêncio
E o ruído, que é?
Que grita o mito
que eu não sei que é
Que deita a mão
sobre nossas cabeças
consola e apavora
guia e desvia
faz ser.
O que faz ser?
Que faz ser
Guia e desvia
E faz ser.
(Poema a quatro mãos; Nat/Allão)