fiz uma carta
pra não entregar.
Palavras sem norte;
Escrevi toda no sul,
em mim.
Sul do coração que
anda gelado; sul do
meu corpo calado,
quase como povo
assolado, que dorme
na lama e sorri.
Um poema curto,
uma carta falha,
um baralho mudo,
uma navalha cega,
um avião em queda,
uma alma à morte.
Carta feita inteira
toda pra ninguém.
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Quanto do que nós fazemos
ResponderExcluirÉ carta que não valha
O tempo da leitura...
A tinta da escrita,
A celulose adquirida.
No entanto se é carta.
Tem remetente,
E tem mais ainda, um destino...
Um foco certeiro.
que em tantas vezes, vira mira tão difícil de pegar.
Moa
Alguém pode ter esperado esta carta por dezenas de anos...
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